16.01.26 – Impeachment

16.01.2026, Morumbi

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Casares caiu. O que parecia bastante improvável há algumas semanas acabou como penúltimo ato de uma queda depois de uma avalanche de críticas, escândalos e picaretagens. Falta o último que, pode ser a renúncia dos covardes, para ainda se manter conselheiro e não perder o direito de ocupar cargos no clube pelos próximos 10 anos, ou a iminente consumação do impeachment dos burros, que mesmo diante da rápida deterioração ainda pensam que podem se safar, pela assembleia geral de sócios.

Apesar de amplamente apoiada pela torcida, a destituição é antes um alívio num momento de tristeza que uma vitória, mesmo porque o grupo de onde vem Casares é o mesmo que comanda o clube nessas últimas décadas e que o trouxe a um ponto muito próximo do não-retorno.

Depois desses momentos de crise aguda, não se sabe o que pode vir. Pode-se focar em soluções imediatistas diante da total desarrumação, uma tentativa de recarrilar o comboio, mas pode ser também uma oportunidade rara de olhar com profundidade para o futuro, fazer as mudanças indispensáveis não só para seguir em frente já, mas para muito tempo (e lógico que essas mudanças passam longe de transformar o time em SAF logo agora – e na minha opinião, em qualquer época – mas por reduzir a participação e o poder do grupo que deixou o barco à deriva, uma condução meio à “Triângulo da Tristeza”).

Quanto ao time, a saída de Casares, como se imaginava, era indispensável. Como um buraco negro que ia dragando tudo a seu redor, a caótica administração evidentemente afetava também a equipe, normalmente vacilante ao jogar em Itaquera. E o próximo jogo, por óbvio, não é um jogo qualquer.