18.01.26 – Final da Copa Africana de Nações

Marrocos 0 x 1 Senegal, Copa Africana de Nações, 18.01.2026, Estádio Príncipe Moulay Abdellah, Marrocos

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Quem não se emocionou com a semifinalista Marrocos na última Copa do Mundo ainda não entendeu do que se faz o futebol. Não bastasse, nas Olímpiadas de Paris, conquistaram a medalha de bronze ao massacrar o rival Egito, 6x0.

Ainda assim, mesmo jogando em casa, é preciso jogar bola para vencer, não só de péssimas arbitragens, que contrariam até as imagens do VAR, se basta para ser campeão.

Como assisto a qualquer jogo de qualquer campeonato ou divisão que esteja sendo transmitido em qualquer canal e em qualquer língua (menos à aberração da liga saudita), na ausência de torneios brasileiros entre o fim da Copa do Brasil e o começo do Paulista, assisti a muitas partidas da Copa Africana de Nações.

Embora não tenha visto nenhuma equipe como uma grande surpresa nesta edição, o que me surpreendeu foi a dificuldade das equipes mais tradicionais em vencer seus jogos, superada pela solidez que apresentaram para suplantar as zebras, um aparente paradoxo que explica porque todos os favoritos chegaram às quartas, embora quase sempre com placares paupérrimos.

Marrocos era um dos que ia passando não sem ajuda da arbitragem.

Não vou entrar em xenofobismos porque não sei quão marroquino Brahim Diaz se sente, não sei os motivos que o levaram a escolher jogar por Marrocos, ele que, nascido na Espanha, jogou nas seleções de base espanhola mas parece não ser uma opção para a campeã europeia. O que é certo e que não se faz o que ele fez, ao bater ridícula e displicentemente o pênalti do título.

Faz-se o que fez Mané, que trouxe seu time literalmente de volta para o campo para serem os improváveis campeões africanos.