06.07.26 – 3º dia de oitavas da Copa
Copa do Mundo, 06.07.2026, Portugal 0 x 1 Espanha; Estados Unidos 1 x 4 Bélgica
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É terrivelmente chato esse time da Espanha, quase tão chato quanto aquele incensado de 2010, embora o de hoje seja um pouco melhor. Como aquele de 2010, fica o tempo inteiro tocando bola, tocando, bola, tocando bola, tocando bola, tocando bola, sem criar nada, esperando que o adversário erre para que possam marcar. Se o adversário não erra, como foi contra Cabo Verde, é 0x0. Se erra, como frangou o goleiro Muslera no jogo contra o Uruguai, ganha de 1x0. Se os adversários são muito ruins, como Arábia Saudita e Áustria, até consegue fazer mais gols, justamente porque os outros erram mais.
Portugal foi errar a marcação nos acréscimos do segundo tempo, Ferran Torres fez um ótimo passe para o buraco entre o lateral direito e o zagueiro central e uma linha de impedimento desatenta, Merino invadiu rápido a área e chutou firme no canto.
O que era, até aqui, o jogo mais esperado da Copa em razão da suposta qualidade de ambas as equipes, foi um dos piores. Como foram os da Espanha de 2010, que jogou pior que Alemanha, Holanda, Brasil, Uruguai, Argentina, ... Como a de 2010, essa Espanha parece que vai passar vencendo de 1x0. E como a Espanha de 2010, essa pode ter um futebol chatíssimo de ver, mas pode ser campeã mundial.
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Depois do papelão protagonizado pelo autocrata Infantino, presidente da Fifa, ao atender a um pedido do rei dos EUA Trump para anular a suspensão automática do centroavante Balogun, expulso no jogo anterior, não acredito que alguém, fora os próprios estadunidenses, estivesse torcendo pelos anfitriões.
Parece, inclusive, que o fato absurdo influenciou decisivamente no jogo, os belgas que haviam comemorado meio constrangidos a vitória num contestado pênalti no último minuto contra Senegal na rodada anterior, agora pareciam inflamados com a injusta escalação de Balogun. Os estadunidenses, de outro lado, jogaram como quem se dá conta de que é café-com-leite e que só está ali por méritos outros que não os esportivos. Não era verdade, pois o time jogou bem nesta Copa e talvez até fosse favorito contra a Bélgica. Mas é muito bom ver o feitiço virar contra o feiticeiro, especialmente um maligno como esse.
A dancinha de Lukaku depois de anotar o tento que definiu a goleada, troçando de Trump, é um dos melhores momentos da Copa.
