16.06.26 – 6º dia de Copa

Copa do Mundo, 16.06.2026, França 3 x 1 Senegal; Iraque 1 x 4 Noruega; Argentina 3 x 0 Argélia; Áustria 3 x 1 Jordânia

2 min read

Se o derrotado empate da Espanha trouxe algum sentimento de que o empate brasileiro não foi tão ruim assim, a cada dia que passa fica mais claro que o Brasil está entre os piores times da Copa, talvez só menos desorganizado do que os que sofreram goleadas, Paraguai, Curaçao e Tunísia. Não se discute que em relação à maioria das equipes o Brasil tem melhores jogadores, mas estamos cansados de saber que bons times de jogadores ruins podem vencer excelentes jogadores de um time completamente desorganizado.

Vendo os jogos de ontem, o Brasil teria dificuldades para ganhar de Iraque, Argélia, Áustria ou Jordânia, e fatalmente perderia para Noruega e Senegal, que são melhores que Marrocos. Contra França e Argentina então, nossos atuais algozes nos mundiais e nos sul-americanos, seria um baile. Aliás, é uma ótima Copa, com bons jogos, e o medo de que o aumento de participantes fosse baixar o nível do certame parece se dissipar.

O lampejo único de Vinícius Júnior que evitou a derrota brasileira na estreia, apesar de resultar num golaço, é efêmero perto do que fizeram as grandes estrelas hoje. Mbappé com dois golaços, o primeiro pelo passe espetacular de Olise, o segundo, uma bomba de fora da área, o trator Haaland e seus dois gols de centroavante e o show de Messi e seu triplete para igualar Klose na artilharia histórica das Copas.

Além de não termos um time fisicamente preparado para aguentar o verão norte-americano e a correria de todas as outras seleções, além de nem termos um time na verdade, sem tática e sem jogadas, que começou penso pela esquerda e terminou desértico no meio, também não temos nossas grandes estrelas jogando como grandes estrelas. (Alguém mais ferino perguntaria: temos grandes estrelas?)

Messi foi o que mais me surpreendeu. Quase não vi jogos dele desde a última Copa, apenas os da Albiceleste em algumas partidas das eliminatórias (nem conto aqueles amistosos festeiros que a Argentina resolveu fazer contra as piores seleções do mundo). Do que lia e ouvia, imaginava um jogador cansado e lento como foi Cristiano Ronaldo na Copa passada, mas Messi parecia mais rápido e mais dinâmico que em 2022, parecia melhor, parecia que enfim disfrutava (palavra que os argentinos tanto gostam) um jogo de Copa, sem carregar o peso de levantar a taça, de não ser considerado argentino por seus compatriotas, a epifania de quem sabe que já fez tudo que era possível fazer e agora apenas aproveita.

Enquanto isso, o noticiário esportivo brasileiro foca um ex-jogador, mais novo que Messi mas que não joga em alto nível há vários anos e que sequer tem condições clínicas de entrar em campo, que jamais estará fisicamente preparado para jogar esta Copa, que se serve para algo é para tirar os holofotes do péssimo time de Ancelotti, que nunca justificará o embuste de sua convocação e a farsa criada na esperança das crianças e dos incautos que só queriam alguém para amar.

Contato

Email

contato@daarquibancada.com

© 2026. All rights reserved.